Outra estória sobre Baba – uma linda demonstração de equanimidade e amor incondicional.
Baba havia acabado de aterrisar no aeroporto JFK, após mais de ano de ausência. Um grupo de discípulos de Nova York estava junto ao portão de desembarque, ansiosamente aguardando por ele com guirlandas de flores, amor e sorrisos. Eles já o podiam ver através do vidro que os separava da alfândega, vagarosamente sendo empurrado em sua cadeira de rodas em sua direção.
Mas antes que pudessem reverenciá-lo a seus pés, um zelote (tipo fanático que usualmente brada com a bíblia na mão), pulou na frente deles e, pensando emocionar este velho e despretensioso monge Hindu, berrou a plenos pulmões: “JESUS É O ÚNICO CAMINHO!!!”
Sem perder a calma e a “pose”, Baba imediatamente rugiu de volta
“CEEEEERTO!!!”. O homem então, confuso, deixou o local sem mais nenhuma palavra.
Os discípulos correram até Baba e profusamente se desculparam pelo insultuoso comportamento daquele homem. Mas Baba apenas sorriu e declarou, “Por que desculpas? Ao menos ele ama Jesus!"
O mestre sabe que, qualquer que seja o amor que tenhamos pelo Divino, eventualmente seremos salvos. Por mais fanático que nosso amor possa ser de início, ele eventualmente se transmutará num amor puro, que eleve os outros ao invés de humilhá-los.
Mas a verdadeira questão neste caso êh, por que Baba concordou com o homem de que Jesus êh “ o único caminho”?
O próprio Jesus Cristo disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai senão através de mim. Se conhecer a mim, ao Pai conhecerás.” (João 14:6-7).
Seitas Cristãs fanáticas interpretam esta passagem como se apenas pela conversão ao Cristianismo é que seremos salvos, e que todas as outras religiões são basicamente “imperfeitas”. De qualquer modo, Baba nos ensinou que as palavras do mestre Jesus são muito mais profundas do que essas interpretações superficiais. Esta afirmação essencial nos indica que somente se levarmos uma vida verdadeiramente Cristã, ou “como um Cristo” (“se você realmente conhecer a Mim”) é que entraremos no reino de Deus. Não é uma questão de afiliação religiosa, mas de uma postura e conduta espiritual.
Como um padre Católico disse, “Nosso maior erro é nos tornar Cristãos, e não “como um Cristo” (“seres Crísticos”).
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